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< Simbolismo >

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Confraria dos Chifrudos - Recife

Na Confraria dos Chifrudos, o badalo também toca o tempo todo. Principalmente aos sábados de manhã, quando a freqüência aumenta no boxe onde funciona, no mercado da Madalena.

O proprietário Fernando Correa lembra que tudo começou com um quiosque para vender bolo de bacia e caldo de cana, que depois evoluiu para uma rabada e terminou virando um bar.

Brincadeira vai, brincadeira vem, e todos chamavam-se de cornos. Mutuamente, sem brigas, só de brincadeira. De anarquia. O bar não tinha nome, colocaram boteco dos Cornos. Mas Correa achou o nome pesado. Temia afugentar a clientela, mudou para Confraria dos Chifrudos.

Quem quiser entrar no bar tem de seguir o ritual. Há um sino na parede, com a convocação “Quem não for corno seja bem-vindo. Quem for, toque o sino”. A brincadeira continua: “Corno é assim, tudo que vê, quer ler.”

O bar é temático. Tem sapato com chifres, capacete, cornecular. Nem o vaqueiro, aquele cabra-macho, escapou da brincadeira. O chapéu de couro tem par de chifres.

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