Para um corno consciente, chifre não é problema
O livro é uma junção de tudo que pesquisei, um fruto da minha experiência como corno. Depois que descobrir que havia um universo de corno com problemas semelhantes, resolvi ajudar aos meus irmão que não têm a maturidade para entender a importância do chifre. Esse livro é como se fosse a Bíblia dos cornos. Um livro para qualquer um ter na cabeceira da cama e ser consultado toda noite, antes de dormir. Por outro lado, o chifre também é folclore presente na literatura de cordel, nos textos de Nelson Rodrigues e outras manifestações artísticas. A primeira edição já está esgotada, mas pode ser encontrado nas livrarias de Natal. Estou trabalhando para fazer a segunda edição ampliada do livro. O livro também é carregado de mensagens filosóficas que vai fundo no leitor.
Fonte: Alexandre Gurgel, Jornalista
Como funcionário público, trabalhando há 15 anos na Câmara Municipal do Natal, seu registro profissional é Fábio Ferreira de Araújo, mas como artista plástico e presidente da Associação dos Cornos Potiguares, é conhecido como Fábio di Ojuara. Nasceu e foi criado em Natal, morou um período em Recife onde obteve seus primeiros contatos com a arte e, atualmente, mora em Ceará Mirim.
Fábio afirma que levou chifres da primeira mulher por oitos anos consecutivos. “Agüentei porque era uma mulher linda e gostosa. Descobri que ninguém consegue comer sozinho uma melancia grande e uma mulher bonita”, frisou. Fábio destacou que passou um tempo sofrendo, sem acreditar no que acontecia - característica de um corno ateu. “Passei mais de um ano aperreado, querendo que ela voltasse e sentindo uma dor de corno danada”, completa.
Depois dessa primeira experiência, assumido a condição de corno, Fábio di Ojuara foi pesquisar o assunto. Descobriu que chifre nunca foi um problema. Ele chegou a conclusão que tudo não passava de uma simples terminologia do universo da traição conjugal. “Chifres foi feito para homem, o boi usa de atrevido”, rebate Ojuara, justificando que a fidelidade no casamento tem que ser facultativa. “A mulher moderna, desse novo milênio, tem um lema em relação a chifre: botou, levou”, disse.
Fábio fez muita investigação, interando-se bastante sobre o assunto. Quando descobriu outras pessoas na sua mesma situação, resolveu fundar a Associação Potiguar de Cornos. Conforme Ojuara, se todos os cornos resolvessem aderir à associação, poderia se configurar a maior categoria organizada em funcionamento. Como presidente, Ojuara disse que perdeu as contas do número de associados, mas promete atualizar o cadastro.
Para registrar esse folclore do chifre, Fábio escreveu um livro onde juntou toda uma literatura sobre o assunto. Intitulado “Sabendo usar... chifre não é problema”, o livro traz os mais diversos tipos de corno, piadas de corno, poesias, provérbios, casos verídicos de traição, entre outras cornagens.
Numa entrevista exclusiva ao jornal O Mossoroense, Ojuara avisa ao leitor: “O ministério dos Cornos adverte: ao terminar de ler esta entrevista, se não desaparecer os sintomas do seu chifre, procure imediatamente um psicanalista. Seu caso é patológico e perigoso”.
Para fazer parte da associação tem que ser corno ou uma pessoa simpatizante pode entrar?
Aquele que gosta do assunto, mesmo sem ser corno (o ateu), pode participar da nossa confraria. Alguns têm curiosidade para saber a reação de um corno quando está levando chifres. Outros preferem ouvir as conversas entre os associados para saber a resenha das últimas novidades na cidade. Afinal, chifre sempre despertou a curiosidade alheia.
Como você se sentiu na primeira vez que levou chifres?
Eu passei quase um ano chorando feito um menino novo, com saudades e uma dor no peito que não se acabava. Quando conto a história, muita gente não acredita. Um dia, cheguei em casa às nove da noite, cansado do trabalho, doido pra tomar um banho, dá um cheiro no mulher e dormir. Mas, logo escutei um barulho e fui olhar devagarzinho. Vi o cabra fungado em cima da mulher. Na mesma hora, deu um nó na goela, fiquei sem saber o que fazer, mas não fiz nada. Eles não me viram. Ela nunca falou em me deixar, mas continuava se encontrando com o vizinho. Nessa época, eu não estava preparado para ser corno e sofri uma barra pesada muito grande até me acostumar.
E quando o sujeito passa a gostar de levar chifres, como fica a situação?
Depois que o corno alcança certa experiência no assunto e descobre que chifre não é nada de mais, ele vive feliz com qualquer mulher. Atualmente, vivo com uma mulher que não quer botar chifres em mim. Ela diz que quer ser diferente das outras mulheres.
Mas, isso não descaracteriza um pré-requisito básico da associação dos cornos?
Não. Eu já levei muito chifre antes e não existe um ex-corno. O cabra quando é corno, vai ser corno pelo resto da vida. É um sentimento que fica enraizado feito uma cicatriz na memória.
Como surgiu a odeia de Lançar o livro “Sabendo usar... chifre não é problema”?
Fábio afirma que levou chifres da primeira mulher por oitos anos consecutivos. “Agüentei porque era uma mulher linda e gostosa. Descobri que ninguém consegue comer sozinho uma melancia grande e uma mulher bonita”, frisou. Fábio destacou que passou um tempo sofrendo, sem acreditar no que acontecia - característica de um corno ateu. “Passei mais de um ano aperreado, querendo que ela voltasse e sentindo uma dor de corno danada”, completa.
Depois dessa primeira experiência, assumido a condição de corno, Fábio di Ojuara foi pesquisar o assunto. Descobriu que chifre nunca foi um problema. Ele chegou a conclusão que tudo não passava de uma simples terminologia do universo da traição conjugal. “Chifres foi feito para homem, o boi usa de atrevido”, rebate Ojuara, justificando que a fidelidade no casamento tem que ser facultativa. “A mulher moderna, desse novo milênio, tem um lema em relação a chifre: botou, levou”, disse.
Fábio fez muita investigação, interando-se bastante sobre o assunto. Quando descobriu outras pessoas na sua mesma situação, resolveu fundar a Associação Potiguar de Cornos. Conforme Ojuara, se todos os cornos resolvessem aderir à associação, poderia se configurar a maior categoria organizada em funcionamento. Como presidente, Ojuara disse que perdeu as contas do número de associados, mas promete atualizar o cadastro.
Para registrar esse folclore do chifre, Fábio escreveu um livro onde juntou toda uma literatura sobre o assunto. Intitulado “Sabendo usar... chifre não é problema”, o livro traz os mais diversos tipos de corno, piadas de corno, poesias, provérbios, casos verídicos de traição, entre outras cornagens.
Numa entrevista exclusiva ao jornal O Mossoroense, Ojuara avisa ao leitor: “O ministério dos Cornos adverte: ao terminar de ler esta entrevista, se não desaparecer os sintomas do seu chifre, procure imediatamente um psicanalista. Seu caso é patológico e perigoso”.
Para fazer parte da associação tem que ser corno ou uma pessoa simpatizante pode entrar?
Aquele que gosta do assunto, mesmo sem ser corno (o ateu), pode participar da nossa confraria. Alguns têm curiosidade para saber a reação de um corno quando está levando chifres. Outros preferem ouvir as conversas entre os associados para saber a resenha das últimas novidades na cidade. Afinal, chifre sempre despertou a curiosidade alheia.
Como você se sentiu na primeira vez que levou chifres?
Eu passei quase um ano chorando feito um menino novo, com saudades e uma dor no peito que não se acabava. Quando conto a história, muita gente não acredita. Um dia, cheguei em casa às nove da noite, cansado do trabalho, doido pra tomar um banho, dá um cheiro no mulher e dormir. Mas, logo escutei um barulho e fui olhar devagarzinho. Vi o cabra fungado em cima da mulher. Na mesma hora, deu um nó na goela, fiquei sem saber o que fazer, mas não fiz nada. Eles não me viram. Ela nunca falou em me deixar, mas continuava se encontrando com o vizinho. Nessa época, eu não estava preparado para ser corno e sofri uma barra pesada muito grande até me acostumar.
E quando o sujeito passa a gostar de levar chifres, como fica a situação?
Depois que o corno alcança certa experiência no assunto e descobre que chifre não é nada de mais, ele vive feliz com qualquer mulher. Atualmente, vivo com uma mulher que não quer botar chifres em mim. Ela diz que quer ser diferente das outras mulheres.
Mas, isso não descaracteriza um pré-requisito básico da associação dos cornos?
Não. Eu já levei muito chifre antes e não existe um ex-corno. O cabra quando é corno, vai ser corno pelo resto da vida. É um sentimento que fica enraizado feito uma cicatriz na memória.
Como surgiu a odeia de Lançar o livro “Sabendo usar... chifre não é problema”?
O livro é uma junção de tudo que pesquisei, um fruto da minha experiência como corno. Depois que descobrir que havia um universo de corno com problemas semelhantes, resolvi ajudar aos meus irmão que não têm a maturidade para entender a importância do chifre. Esse livro é como se fosse a Bíblia dos cornos. Um livro para qualquer um ter na cabeceira da cama e ser consultado toda noite, antes de dormir. Por outro lado, o chifre também é folclore presente na literatura de cordel, nos textos de Nelson Rodrigues e outras manifestações artísticas. A primeira edição já está esgotada, mas pode ser encontrado nas livrarias de Natal. Estou trabalhando para fazer a segunda edição ampliada do livro. O livro também é carregado de mensagens filosóficas que vai fundo no leitor.
Fonte: Alexandre Gurgel, Jornalista

















